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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Noticia - É correto rezar o Pai-Nosso com as mãos levantadas?

Os especialistas da Aleteia respondem à pergunta de um leitor.

Em um mundo como o nosso, cheio de regulamentações, poderia parecer que elas também devem existir no que diz respeito à relação com Deus, concretamente na oração. Na verdade, não é assim. Há costumes, tradições e certas formas de boas maneiras, mas isso não é algo uniforme, nem uma normativa, estritamente falando.

Por isso, para rezar, seja o Pai-Nosso ou o que for, não há posturas estabelecidas; se a pessoa quiser, pode rezar com os braços levantados ou estendidos.

A postura dos braços levantados tem algum significado? Sim, e eu me atreveria a dizer que, mais do que cristão, é algo universal, e sua origem pode ser buscada antes do cristianismo. É uma postura de súplica.

No entanto, a coisa muda quando a oração é litúrgica, especialmente por parte do sacerdote. Neste caso, são determinadas as posturas que o celebrante deve adotar, entre elas a que aqui estamos considerando.

Tal postura também tem o significado de súplica, mas com um matiz acrescentado: considera-se uma postura propriamente sacerdotal, e se prescreve para os momentos em que a oração tem esta característica. “Sacerdotal” significa aqui que o sacerdote intercede pelo povo e se dirige a Deus em nome do povo.

Assim, por exemplo, na missa, a chamada “oração coleta” (a que precede imediatamente as leituras) recebe este nome porque se supõe que o padre “coleta” as petições dos fiéis e as eleva a Deus Pai. Por isso, as instruções para a celebração indicam que o sacerdote deve adotar esta postura nesse momento.

Também se indica a mesma coisa para o momento do Pai-Nosso namissa, e o motivo é idêntico. Em muitos lugares, introduziu-se o costume de que o povo acompanhe o padre com o mesmo gesto.

Pessoalmente, sem dar-lhe uma importância que não tem, penso que é um erro bem intencionado. Certamente, o celebrante reza junto com o povo. Mas, no caso do celebrante, acrescenta-se o cunho propriamente sacerdotal, que não é compartilhado com o povo: todos rezam a mesma coisa, mas o padre é o encarregado de mediar, como lhe corresponde, de forma que, além de rezar, ele oferece a Deus a oração de todos os ali reunidos.

O gesto dos braços levantados manifesta isso, e seu significado pode ficar diluído quando se torna uma postura comum.

Fonte: Aleteia

Noticia - O terço da divina misericórdia e a conversão da minha avó.

A idosa ganhava a vida lendo cartas, temendo a morte e era incapaz de rezar: sua neta Violetta decidiu agir.

Violetta é uma jovem alemã de 20 anos que tinha um carinho especial pela sua avó. Além do amor natural, ela tinha uma razão a mais para gostar da avó: “Ela sempre foi boa conosco, defendia a mim e aos meus irmãos do nosso pai, que batia em nós”, recorda a jovem. Era algo além da proteção física, porque ela também os alimentava.

Como? “Ao longo de quase toda a sua vida, ela se dedicou a ler cartas para ganhar dinheiro. O benefício que tirava disso era que assim podia nos sustentar”, conta a moça.

Violetta é católica, assim como sua avó (pelo menos formalmente), mas a idosa, aos 88 anos e ainda gozando de boa saúde, não ia à Igreja: “Não me lembro de tê-la visto rezar ou ir à missa”.

Uma “fada boa” incapaz de rezar

Isso torturava sua neta, que tinha boa formação cristã. “Infelizmente, ela parecia ser uma 'fada boa', então muita gente a procurava para que ela adivinhasse seu futuro. Quando eu era pequena, achava que tudo isso era normal, não era consciente de que ler cartas é pecado e poderia trazer muitas desgraças”, conta Violetta.

Quando a senhora começou a ter os problemas de saúde próprios da sua idade, mudou-se para a Polônia para morar com sua filha, mas isso não mudou sua aversão à religião, aparentemente incompreensível.

Ela não via sentido na oração nem na missa. “Até quando meu avô morreu, no ano passado, ela nem foi à missa dele.” Às vezes, ela reconhecia que havia “algo” que a assustava e que tinha medo da morte, mas era incapaz de rezar. “Minha mãe queria chamar um padre para confessá-la, mas, como ela não queria saber nada disso, esta opção não existia.”

“Eu mesma me lembrava sempre da minha avó em minhas orações e pedia a Jesus que tivesse misericórdia dela, que lhe desse a graça de poder confessar-se e receber seu perdão antes de morrer", explica Violetta.

Para casos especiais: terço da divina misericórdia

Vendo que nada mudava, no final do mês de agosto, a jovem decidiu rezar o terço da divina misericórdia durante o mês de setembro.

No dia 22 de setembro, recebeu um telefonema: a idosa havia sido levada de ambulância ao hospital, devido a um infarto, e estava internada: “Eu fiquei horrorizada, imaginando que minha avó poderia não ter tempo de se reconciliar com o Senhor, mas logo depois ficamos sabendo que ela havia melhorado de saúde”.

Violetta intensificou sua oração do terço da divina misericórdia, pedindo a Jesus que sua avó não morresse naquele estado: “Eu suplicava e chorava... Pedia a Jesus que lhe mostrasse sua misericórdia e que visse as coisas boas que ela tinha feito por nós”.

E o milagre aconteceu. Foi precisamente a idosa que contou o ocorrido: “Um padre passou pelo meu quarto e eu o chamei. Ele esteve comigo duas vezes. Eu me confessei, comunguei e beijei a mão do padre. Agora eu já posso morrer”.

O padre deu à avó de Violetta uma pequena imagem de Jesus Misericordioso, com a seguinte nota: “No dia 22 de setembro, ela se confessou e recebeu a Sagrada Comunhão”. Este era o dia do aniversário de Violetta.

“Jesus, eu te agradeço de todo coração!”, conclui a jovem.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Notícia - Não se distraia: faltam só 8 dias para o Natal!

Uma reflexão que prepara nosso coração para o nascimento de Jesus.
Faltam apenas 8 dias para o Natal! E Deus vem ao nosso encontro desde já. Ele busca caminhos para chegar até nós e para que nós cheguemos a Ele.

Mas ainda há muita gente guardando sentimentos de rancor, inveja, amargura. Outros, no entanto, deixaram-se invadir pela paz, pela alegria serena, frutos do Espírito Santo. E há aqueles que experimentam a tensão e luta em seu interior entre a paz e o rancor, a alegria e a tristeza.

Deus se torna pequeno para entrar em casa. Faz-se pobre e humilde para renovar-nos na alegria da fé. Deixe que sua graça toque seu coração e o ajude a caminhar.

Como todos os anos, com certeza dedicaremos bastante tempo nestes dias para conversar sobre o lugar no qual vamos nos reunir nos dias 24 e 25, o cardápio, os presentes... Podemos nos desgastar demais.

A família é importante, claro! Mas podemos aproveitar também para ir às raízes da noite de Natal: o nascimento do Menino Jesus, Deus conosco! Não se distraia.

Estamos festejando porque Deus não abandona o seu povo. Porque nos acompanha enquanto buscamos viver como irmãos. Não nos deixemos levar pelas coisas superficiais, pelas vaidades. Celebremos o verdadeiro sentido do Natal, com muita gratidão no coração! 

(Artigo publicado originalmente por AICA)

Notícia - Papa Francisco dá 3 dicas para viver bem o Natal.

Em um discurso improvisado durante sua recente visita a uma paróquia romana.

Poucos dias antes do Natal, o Papa Francisco, em sua oitava visita a uma paróquia romana, convidou a viver as festividades natalinas com mais alegria cristã e menos preocupação com os presentes.

Segundo o Papa, há três maneiras de viver o Natal de maneira digna: rezar, agradecer a Deus e ajudar os outros. “Rezemos nestes dias, demos graças a Deus e depois pensemos: como levar alívio a quem sofre? Ajudar os outros. Assim, chegaremos ungidos ao nascimento de Cristo, o Ungido”, disse Francisco.

É preciso agradecer todas as coisas boas que a vida nos dá, e não viver só se lamentando. O cristão não pode viver assim, com “a cara fechada, inquieto, amargurado. Um santo nunca tem cara fúnebre”, recordou.

Oração, gratidão e caridade: você aceita o desafio do Papa?

Fonte Aleteia

Notícia - Você quer ser feliz?

O segredo da felicidade é simples, basta colocá-lo em prática.
Gosto das pessoas alegres, as de sorriso e gargalhada fácil, as que riem das nossas brincadeiras e levam a vida com bom humor. Aquelas que sorriem ao cumprimentar. As que não desanimam quando as coisas não saem bem e são capazes de rir dos próprios erros e tropeços.

Gosto das pessoas alegres, que caminham pela vida semeando luz, com inocência, sem se levar muito a sério. São aquelas que riem da vida como ela é, que sabem aceitar as críticas e brincadeiras com bom humor, sem rebelar-se, sem ficar na defensiva diante do mais mínimo conselho que recebem.

Quantas pessoas caminham pela vida buscando apenas sua autorrealização como a melhor maneira de ser felizes! Buscam como finalidade das suas vidas um lugar, um espaço, uma realização das suas potencialidades.

Não lhes importa deixar feridos em seu caminho. Às vezes, suas decisões ferem, rompem, acabam com outros sonhos. E tudo isso para ser felizes, para encontrar seu melhor lugar no mundo.

Não se perguntam tanto sobre o que Deus quer delas. Não buscam onde e como podem ser mais fecundos para os outros.

Vivem como as crianças pequenas, centradas em seu desejo, em seu bem-estar, em responder às suas paixões. Ficam olhando para o próprio umbigo ao invés de olhar para Deus.

Há algum tempo, uma pessoa me disse: “Eu tenho muitas capacidades, sinto que não me valorizam, que não utilizam todo o meu potencial”. A verdade é que sua afirmação me surpreendeu. Por trás dela, havia uma profunda queixa. A pessoa não se sentia valorizada.

Senti pena. Acho que precisamos aprender a florescer no pedacinho de terra onde Deus nos coloca. Às vezes, não poderemos explorar todo o nosso potencial. Mas não importa, é de Deus. Ele saberá.

Se vivemos sempre pensando que não somos suficientemente valorizados, que não somos reconhecidos, nunca seremos felizes.

Pelo contrário, semearemos amargura. E, como sabemos, a amargura é essa semente pequena que vira uma árvore imensa: a árvore da tristeza, da crítica, da inveja.

Quando meu objetivo na vida é alegrar Deus e alegrar as pessoas, tudo muda. A quem posso alegrar hoje? A quem alegrei hoje com a minha vida, com as minhas palavras e gestos?

É verdade que nem sempre é fácil fazer isso. Mas é bom lembrar. Sempre há motivos para sorrir, para agradecer, para ver o futuro com esperança. Em meio às crises, em meio às provações da vida.

Hoje também posso sorrir. Hoje também posso fazer os outros sorrirem.

Faça o teste: comece seu dia pensando nas pessoas com quem se encontrará e em como fazê-las felizes. Pode ter certeza de que isso transformará sua vida!

Fonte Aleteia

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Notícia - “América Latina é o continente da esperança”, disse o papa Francisco.

O papa Francisco presidiu, no dia 12 de dezembro, uma celebração em honra a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. O arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, concelebrou com o pontífice na Basílica de São Pedro, juntamente com outros bispos e cardeais.

Em sua homilia, o papa afirmou que a América Latina é o continente da esperança. “Porque para ela esperam-se novos modelos de desenvolvimento que conjuguem tradição cristã e progresso civil, justiça e igualdade com reconciliação, desenvolvimento científico e tecnológico com sabedoria humana”, disse Francisco.

Durante entrevista à Rádio Vaticano, dom Damasceno expressou agradecimento ao papa pelo convite. “Me honra muito, e também a nossa Conferência Episcopal do Brasil, esse convite em concelebrar com o papa. Francisco é o primeiro papa latino-americano que presidiu de uma maneira mais solene essa celebração de Nossa Senhora de Guadalupe”, disse o cardeal.

Ainda, durante a missa, o papa Francisco confiou a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe bênçãos “para a evangelização de seus povos, para o crescimento em humanidade e para a construção de condições de paz, justiça e unidade entre suas nações irmãs”.

Celebrada em espanhol, a missa foi acompanhada por instrumentos típicos do folclore latino-americano e cantos da missa criola, composta por Ariel Ramirez.

Confira a íntegra da homilia:
"Que os povos vos louvem, ó Deus,
Tenha Deus piedade de nós e nos abençoe, faça resplandecer sobre nós a luz da sua face,
para que se conheçam na terra os seus caminhos e em todas as nações a sua salvação.
Que os povos vos louvem, ó Deus, que todos os povos vos glorifiquem.
Alegrem-se e exultem as nações, porquanto com equidade regeis os povos e dirigis as nações sobre a terra.
(Salmo 66)

A oração do salmista, de súplica, de perdão e de benção dos povos e das nações e, ao mesmo tempo, de alegria e louvor, expressa o sentido espiritual desta celebração Eucarística. São os povos e as nações de nossa Grande Pátria latino-americana que hoje comemoram com gratidão e alegria a festividade de sua “padroeira”, Nossa Senhora de Guadalupe, cuja devoção se estende do Alasca até a Patagônia. E com o Arcanjo Gabriel e Santa Isabel, até nós, eleva-se a nossa prece filial: “Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é contigo…” (Lc 1,28).

Nesta festividade de Nossa Senhora de Guadalupe, faremos grata memória de sua visita e materna companhia; cantaremos com Ela o seu “magnificat”; e lhe confiaremos a vida de nossos povos e a missão continental da Igreja.

Quando apareceu a San Juan Diego em Tepeyac, apresentou-se como a “perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus” (Nican Mopohua); e deu lugar a uma nova visita. Correu premurosa para abraçar também os novos povos americanos, numa dramática gestação. Foi como “ um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12,1), que assumiu para si a simbologia cultural e religiosa dos indígenas, anuncia e doa seu Filho aos novos povos de sofrida mestiçagem.

Muitos pularam de alegria e esperança diante de sua visita e diante do dom de seu Filho e a mais perfeita discípula do Senhor se tornou “a grande missionária que levou o Evangelho à nossa América” (Aparecida, 269). O Filho de Maria Santíssima, Imaculada grávida, se revela assim desde as origens da história dos novos povos como “o verdadeiro Deus, graças ao qual se vive”, boa nova da dignidade filial de todos os seus habitantes. Já ninguém mais é servo, mas todos somos filhos de um mesmo Pai e irmãos entre nós.

A Santa Mãe de Deus não apenas visitou estes povos, mas quis permanecer com eles. Deixou impressa misteriosamente a sua imagem sagrada no “manto” de seu mensageiro para que nos recordássemos sempre, tornando-se assim símbolo da aliança de Maria com estes povos, a quem se confere alma e ternura.

Por sua intercessão, a fé cristã começou a ser o mais rico tesouro da alma dos povos americanos, cuja pérola preciosa é Jesus Cristo: um patrimônio que se transmite e se manifesta até hoje no batismo de uma multidão de pessoas na fé, na esperança e na caridade de muitos, na preciosidade da piedade popular e também no ‘ethos’ dos povos, visível na consciência da dignidade da pessoa humana, na paixão pela justiça, na solidariedade com os mais pobres e sofredores, na esperança, por vezes contra toda esperança.

Por isso nós, hoje, podemos continuar a louvar Deus pelas maravilhas que atuou na vida dos povos latino-americanos. Deus escondeu estas coisas aos sábios e entendidos e as revelou aos pequenos e simples de coração” (cf. Mt 11,21). Nas maravilhas que o Senhor realizou em Maria, Ela reconhece o estilo e o modo de agir de Seu Filho na história da salvação. Superando os juízos mundanos, destruindo os ídolos do poder, da riqueza, do sucesso a todo custo, denunciando a autossuficiência, a soberba e os messianismos secularizados que afastam de Deus, o cântico mariano confessa que Deus se compraz em subverter as ideologias e as hierarquias mundanas. Enaltece os humildes, auxilia os pobres e os pequeninos, sacia com bens, bênçãos e esperanças os que confiam em sua misericórdia de geração em geração, enquanto abate os ricos, os poderosos e os dominadores de seus tronos.

O “Magnificat” nos introduz nas Bem-aventuranças, síntese primordial da mensagem evangélica. À sua luz, nos sentimos impulsionados a pedir que o futuro da América Latina seja forjado pelos pobres e por aqueles que sofrem, pelos humildes, por aqueles que têm fome de justiça, pelos piedosos, pelos puros de coração, por aqueles que trabalham pela paz, pelos perseguidos por causa do nome de Cristo, porque “deles será o reino dos Céus” (cf. Mt 5,1-11).

Fazemos esta exortação porque a América Latina é o “continente da esperança”, porque para ela esperam-se novos modelos de desenvolvimento que conjuguem tradição cristã e progresso civil, justiça e igualdade com reconciliação, desenvolvimento científico e tecnológico com sabedoria humana. Sofrimento fecundo com alegria esperançosa. É possível tutelar esta esperança somente com grandes doses de verdade e de amor, fundamentos de toda realidade, motores revolucionários de uma autêntica vida nova.

Depositemos estas realidades e desejos no altar como dom agradável a Deus. Implorando o Seu Perdão e confiando em Sua misericórdia, celebramos o sacrifício e a vitória pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o único Senhor, o “libertador” de todas as nossas escravidões e misérias derivadas do pecado. Ele nos chama a viver a verdadeira vida, uma vida mais humana, uma convivência como Filhos e irmãos, já abertas as portas “da nova terra e dos novos céus” (Ap 21,1). Imploremos a Santíssima Virgem Maria, em sua vocação guadalupana – a Mãe de Deus, a Rainha, a minha Senhora, a minha jovenzinha, a minha pequena, como a chamou San Juan Diego, e com todos os apelativos amorosos com os quais se dirigem a Ela na piedade popular – para que continue a acompanhar, ajudar e proteger os nossos povos. E para que conduza, por mão, todos os filhos que peregrinam nessas terras ao encontro de seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, presente na Igreja, em sua sacralidade, e especialmente na Eucaristia, presente no tesouro de sua Palavra e ensinamentos, presente no santo povo fiel de Deus, naqueles que sofrem e nos humildes de coração. Assim seja. Amém!"

Fonte CNBB

domingo, 7 de dezembro de 2014

Notícia - Seu presépio nunca mais será o mesmo.

Qual é o sentido da família hoje? A resposta está no presépio e no que ele representa para cada um de nós.
O que o presépio tem de especial? Ele não é apenas uma representação artesanal do lugar em que Jesus nasceu? O que nos leva a buscar, todos os anos, formas criativas de recriar essa cena?

O presépio é a atualização do que significa uma famíliacontemporânea. Daí sua importância tão grande.

Obviamente, esta atualização não tem nada a ver com a presença de animais ao redor da cama do parto, mas sim com a manifestação do amor de Deus em todas as condições extremas da vida humana.

O que o presépio representa, os sentimentos que desperta, as pessoas que reúne e a bondade que gera não ficam limitados à emoção do pensar que no que foi aquela noite em que, sob as condições mais adversas, o Rei do mundo, o dono de tudo, nasceu como alguém que não tem nada.

O presépio é um sinal no qual Deus manifesta seu amor por todos.

Esta tradição católica, de origem medieval, nos recorda o sentido da família e do amor na adversidade. Nela, o amor se vê ameaçado pela pobreza, as condições insalubres atentam contra a vida, o desprezo dos outros se torna uma afrenta contra toda dignidade humana; mas é aí que Deus se faz presente para dizer-nos: “Mesmo que seu pai e sua mãe o abandonem, eu nunca o abandonarei” (cf. Isaías 49).

A conservação desta bela tradição, muito acima de qualquer outra que possa ter sido imposta a nós por culturas não cristãs ou pelo próprio comércio, precisa ser guardada com zelo no interior de cada lar que quer viver a experiência da misericórdia de Deus.

Em um mundo no qual a comodidade e o prazer estão acima de qualquer outro bem, é necessário recordar uma família assim, que se torna invejável, não pelas condições de um nascimento estranho, em circunstâncias estranhas, mas pelo amor divino e humano que se respira no ambiente.

Um pai sem nada, mas com uma grande esperança, e uma mulher com um “sim” irrevogável à vontade de Deus: juntos, enfrentam a dureza das condições de vida, mas entendem perfeitamente que o Criador nunca os abandonará.

Eles não têm nada, tudo é emprestado; só lhes resta o calor dos seus próprios corpos, que os acompanha, mas isso os torna poderosos; não como os poderosos do mundo, mas como os que descobriram que a maior riqueza e poder é um coração que sabe amar.

O coração de José e Maria sabe que o dinheiro sozinho constrói um poder instável e um afeto tão fugaz como o brilho que o ouro reflete diante da luz do sol.

Montar um presépio em casa nos permite aterrissar nossa própria família, cultivar o amor verdadeiro e lutar para que nem a abundância nem a escassez, nem a alegria nem a dor possam opacar a felicidade de um lar no qual Deus é soberano em tudo.

O presépio de Belém não é a lembrança de um acontecimento distante na história, mas sim a representação do nosso próprio lar, pois é aí que o Salvador se manifesta; é nele que, com seu pranto infantil, rompe com o barulho das nossas falsas alegrias; é ele que Jesus nos ajuda a compreender que não existe Natal sem o Salvador, nem família que sobrevive sem Cristo.

Este cenário simbólico é uma escola de perdão, de amor, de esperança, de um “voltemos a começar a cada dia”, porque a vida nova sempre traz esperanças consigo.

Mas esse presépio também nos remete a outras famílias: as desabrigadas, que dormem em barracas improvisadas, doadas por organizações que ajudam os que fogem da violência, os que passam fome, os que só vencerão se, em meio à sua pobreza, souberem conservar o amor.

Dela não podem se desentender nem os soberanos (reis magos) nem os humildes (pastores); nem os que odeiam a vida nascente (Herodes) nem os que a guardam sob suas asas (anjos); ela está no centro da sociedade e de todas as culturas da terra, e quem quiser sobreviver no meio de um mundo que disputa cada vez mais pela comodidade de viver só de prazeres, precisa se refugiar na fortaleza do seu amor.

Temos uma dívida com nossos antepassados, com nossa família, com nossa fé. Que em nenhuma família católica falte esse pequeno cenário, que nos faz pensar no perdão e no amor.

E você, já montou o seu presépio?

Fonte Aleteia

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Notícia - Real Madrid tira a cruz do escudo: intolerância religiosa no esporte?

Não é questão de moda, mas um desprezo por aqueles que sofrem perseguição no mundo inteiro.

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, chegou a um acordo com o Banco Nacional de Abu Dabi para criar cartões bancários com o escudo do clube. A polêmica surgiu quando, na apresentação dos cartões, verificou-se que o escudo do time havia sofrido uma leve modificação: a cruz do topo do escudo havia sido eliminada. Não é a primeira vez que os “petrodólares” tentam mudar a identidade cristã de um clube, mas é a primeira vez que o conseguem.

Mais de duas mil pessoas pediram ao presidente do Real Madridque retifique isso e não elimine a cruz do escudo nos países árabes. A porta-voz da associação Enraizados, Maria Isabel Moreno, mostra que se trata de “um desprezo pelos cristãos perseguidos no mundo” e pelos “800 mil cristãos que residem nos Emirados Árabes”. Segundo a associação, “estão desprezando as raízes cristãs da civilização europeia e dando as costas para a história do clube”.

Barcelona e Inter já sofreram a pressão do mundo árabe
O do Real Madrid não é o primeiro caso de pressão por questões religiosas. O futebol às vezes também se encontra com a intolerância religiosa daqueles que não permitem a liberdade e pretendem impor suas ideias pela força.

Por exemplo, na Arábia Saudita e na Argélia, uma pessoa não pode comprar uma camiseta do Barcelona com a cruz de Sant Jordi. A cruz simplesmente desapareceu. A cruz vermelha sobre o fundo branco de Sant Jordi, que durante mais de um século foi usada por todos os jogadores e torcedores do time foi suprimida pelos muçulmanos daqueles países.

Segundo o jornal La Vanguardia, desde 2008, nenhuma loja da cidade de Riad (Arábia Saudita) vende artigos com a cruz. Todas as camisas e adesivos têm uma barra vertical na parte superior esquerda. O clube afirma que não são camisas oficiais, mas apenas falsificações feitas para evitar o símbolo religioso.

Outro exemplo: em uma partida da Champions League e na Turquia, o Fenerbahce Turco reclamou ao Inter de Milão pelo fato de usarem uma cruz vermelha sobre um fundo branco, que comemorava o centenário da entidade.

Era algo inconcebível, equivalente a proibir a meia lua turca nos estádios de futebol, ou as bandeiras da Inglaterra ou Georgia, que têm até cinco cruzes vermelhas sobre o branco da sua bandeira. Era como pretender que Portugal ou a Lituânia não usassem a cruz de São Jorge, seu padroeiro, em sua camisa.

Vender-se ao melhor patrocinador
Como todos sabem, o futebol é um negócio. Os jogadores são mercadoria à mercê dos clubes; as camisas mudam de cor segundo interesses promocionais; os horários dos jogos são estabelecidos pelos canais de televisão; e inclusive os nomes dos estádios são leiloados.

Mas o futebol também é um sentimento, a pertença a umas cores, a defesa de uma cidade ou de um conjunto de valores. A decisão doReal Madrid de tirar a cruz do escudo fere profundamente seus torcedores, sobretudo os cristãos que sofrem perseguição no mundo árabe.

Eliminar a cruz do escudo do Real Madrid não é uma questão de moda. É um atentado contra a liberdade religiosa, um insulto para todos os cristãos que vivem perseguidos nesses países, e um exemplo de como o dinheiro pode levar à perda da identidade de um clube que se orgulha de ser um dos maiores do mundo.


Fonte Aleteia

Notícia - Perdoar não é esquecer.

Precisamos aprender a perdoar, mas esquecer a ofensa não é imprescindível.
Somos terra sagrada. Mas muitas vezes experimentamos nossa incapacidade para reconciliar-nos, para estar em paz com os outros, com Deus, conosco mesmos. Queremos um coração de criança, um coração limpo, renovado, enamorado.

É um tempo para pedir perdão e para perdoar, para estar em paz com Deus, para perdoarmos a nós mesmos pelas nossas quedas. É um tempo de graça que estamos vivendo. O céu se abre. Chove misericórdia de Deus.

Alguns dizem que não há verdadeiro perdão se não houver esquecimento das ofensas; que é impossível perdoar de verdade quando continuamente voltamos à ferida e alimentamos o rancor; que só esquecendo a ofensa é possível recomeçar.

Mas todos nós sabemos que há lembranças que não se apagam jamais, experiências que ficam gravadas na alma para sempre. A memória guardada no coração nos faz reviver tudo o que acreditávamos já ter esquecido.

Por isso, é necessário diferenciar perdão de esquecimento. Muitas vezes, eles não caminham juntos. Perdoar sempre nos cura. Na verdade, é a única coisa que cura o coração. Perdoar e ser perdoados.

Perdoar é uma graça de Deus, porque humanamente é muito difícil conseguir isso. Quantas vezes nos confessamos incapazes de perdoar quem nos ofendeu! Com quanta frequência percebemos a existência de alguns rancores enterrados na alma, que tiram nossa paz e alegria!

O perdão nos faz levantar-nos e empreender um novo caminho. Reconcilia-nos com a vida, com o mundo, conosco mesmos. Ele nos dá luz, alivia a carga.

O passar dos anos nos deixa feridas na alma. Há ofensas não perdoadas no coração. Precisamos pedir a graça do perdão. Ganha mais quem perdoa que quem é perdoado. Porque, ao perdoar, ficamos mais leves, mais livres. O perdão cura. Perdoar é uma graça de Deus.

Há sentimentos que nos impedem de perdoar. O orgulho, o pensar que temos a razão, o considerar-nos mais importantes do que somos, o fato de exagerar o tamanho da ofensa.

Sentimos que, se perdoarmos, não estaremos dando valor ao que aconteceu. Achamos que somos melhores que os que nos ofenderam, e perdoar nos faz voltar a colocar-nos à sua altura. Por isso, queremos que o outro se humilhe, aprenda uma lição, mude, não volte a ofender.

O perdão está condicionado a uma mudança de atitude de quem perdoa. Perdoamos se o outro se humilha. Perdoamos se o outro compensa o dano causado. Perdoamos se o outro reconhece sua culpa e se torna pequeno. Perdoamos se o outro se compromete a não voltar a fazer a mesma coisa.

Não é fácil perdoar incondicionalmente. Quando colocamos condições para perdoar, pode ser que nunca cheguemos a perdoar totalmente. Sempre resta um resquício para que o rancor entre. Uma porta aberta à amargura, à rejeição.

O perdão é fundamental para viver com paz, para semear alegria, para abrir janelas de luz. O perdão aos outros e a nós mesmos.

Quais são os rancores que você carrega no coração? Neste momento de graça, o que você quer perdoar? Qual é o nome do seu perdão?

Não acho que o esquecimento seja algo tão simples. Na verdade, penso que ele quase nunca é possível. Aquelas feridas do coração, os rancores que nos pesam, são experiências não esquecidas. Comoesquecer aquilo que nos marcou para sempre? É realmente muito difícil. Faz parte da nossa história de amor. É como esquecer algo que nos constitui. É parte da nossa própria identidade.

Quando esquecemos, costuma ser porque a ferida foi superficial e a ofensa não foi tão grande. São experiências negativas que ficaram perdidas no passado e não lhes demos muita importância.

A memória é nossa bagagem de mão, sempre vai conosco. E nos serve para enfrentar a vida, para aprender do passado, para conhecer nossa história e agradecer, oferecer o que Deus nos deu. A memória nos ajuda a ir além dos preconceitos que a dor constrói. Precisamos perdoar. Mas esquecer não é imprescindível. 
Lembro das feridas da minha vida. Algumas sangram às vezes. São parte do meu caminho. Lembro o dia, o momento. Se começo a recordar, chega a doer. Perdoei, mas continua doendo. Não esqueço do que aconteceu. Mas isso não é tão necessário. Além disso, não é algo que controlo. Por mais que eu queria formatar minha memória, não consigo.

Então, se não posso esquecer, o que posso fazer é que essas lembranças não determinem minha forma de tratar quem me ofendeu. Não posso fechá-lo em sua falta e pensar que sempre vai fazer a mesma coisa. Não posso condicionar minha atitude diante dele, meu carinho ou minha rejeição.

Não posso tratá-lo com certo desprezo ou distância. Não posso desconfiar eternamente das suas intenções e pensar que não vai mudar. Não posso julgá-lo e afastar-me da sua presença. Não posso desejar que ele sofra o que eu mesmo sofri. Preciso construir sobre essa rocha, sobre a minha história.

Não posso fazer a lembrança desaparecer. Mas posso decidir como agir, como tratar quem deus coloca em meu caminho novamente, como vou confiar nele, ainda que já tenha me falhado. Não é fácil, mas é o caminho da paz e da unidade.

Quantas divisões se tornam profundas porque não sabemosrecomeçar! Quantas vezes a unidade não é possível porque nos falta humildade para perdoar! Falta coragem para tratar o outro como se nada tivesse acontecido, sem recordar-lhe continuamente o que ele fez, sem jogar na cara suas misérias.

Há pontos da nossa história que são difíceis. Feridas que não acabamos de aceitar. Coloquemos tudo nas mãos de Deus e de Maria. Não se pode esquecer, mas é possível recomeçar.

Fonte Aleteia

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Notícia - O desafio da fraternidade.

Uma reflexão sobre o jeito de ser de Jesus diante das injustiças sociais da sua época.
São cada vez mais frequentes as vítimas do nosso mundo, essas que morrem devido às grandes doenças ou de fome, ou em conflitos armados por razões ideológicas ou étnicas. Entre elas, cabe mencionar tantos cristãos que estão sendo perseguidos e assassinados por grupos religiosos extremistas no Oriente Médio. Para essa grande maioria de seres humanos, parece ainda não existir a real esperança em um futuro melhor.

Eles padecem o peso da violência e o cansaço que qualquer luta sem mudança produz. Muitos vivem resignados diante da indiferença de pessoas e instituições internacionais que poderiam contribuir para que as coisas mudassem e encontrar uma melhoria real.

Iniciado já no século 21, o reconhecimento e a aceitação do outro continuam sendo um desafio para a humanidade. Será que simplesmente não estamos dispostos a tornar-nos próximos do outro e reconhecê-lo, para empreender juntos caminhos e projetos de humanização? Até que ponto estamos contribuindo – pessoal ou institucionalmente – para superar a exclusão ideológica, o fanatismo político, a violência social e o extremismo religioso? Não entendemos que estas atitudes só geram mais vítimas, como resultado da violência e da exclusão?

Temos o grande desafio de voltar à prática de Jesus de Nazaré e criar novos espaços, discursos e atitudes que favoreçam o sentido da “fraternidade”, agora esquecida por muitos. Há algumas características da práxis de Jesus que podem nos ajudar a discernir a maneira como estamos respondendo aos dramas que vivemos neste mundo globalizado.

Primeiro: Jesus reconhece conhece a difícil situação sociopolítica e religiosa da sua época, mas aposta em uma forma de vida que busca recriar as maneiras como nos relacionamos uns com os outros.

Segundo: vemos nos Evangelhos que Jesus nunca se conformou com a normalidade de quem vive das sobras do que recebe. Isso lhe deu liberdade para exercer seu legítimo direito de lutar por uma sociedade de justiça e de bem-estar para todos. E preciso revisar se os compromissos que às vezes assumimos são um obstáculo neste árduo caminho de reconhecer o outro e aceitá-lo como irmão.

Terceiro: Jesus não cedeu diante da lógica oficial do medo, que é a do poderoso. Eles o mataram, mas nunca puderam tirar sua liberdade e sua esperança. Ele sempre foi dono da sua própria dignidade. Mas isso não foi fácil. Ele teve de colocar as crenças e as ideologias de lado para que todos pudessem se sentar juntos à mesma mesa.

Quarto: sua forma de ser não empregou palavras nem atos violentos, como tampouco apoiou atitudes nem regimes autoritários em seu contexto. Mais ainda: renunciou àqueles que viviam em busca da carreira religiosa e praticavam a exclusão.

Estas atitudes, muitas vezes alimentadas por hierarcas e representantes da Igreja (como o Papa Francisco sempre nos recorda em suas homilias diárias) precisam ser deixadas de lado para poder empreender uma mudança que nasça de uma volta sincera a esta prática humanizadora que caracterizou Jesus.

Qualquer mudança precisa fixar seu olhar no estilo de vida do Nazareno. Ele sempre oferecia vida em abundância a todos, sem exclusão, porque sabia ver além da condição moral, socioeconômica ou religiosa dos sujeitos.

Podemos nos perguntar, então, o que os pobres, doentes e excluídos viam em Jesus, que lhes chamava tanto a atenção? Viam sua honestidade com a realidade. Jesus sofria pela falta de humanidade com a qual tinham de viver diariamente.

Mas as pessoas também admiravam a não violência com a qual Ele agia (cf. Mt 5, 38-48). Algo novo, porque muitos políticos e religiosos do século I não faziam isso. Viam, então, uma vida que exalava compaixão e não pedia sacrifícios, colocando-se sempre ao lado do outro como um irmão. Como o Irmão mais velho.

Esta forma de ser não é exclusiva dos cristãos. Pertence a todo aquele que quer viver de maneira “humana” e apostar em uma sociedade do bem-estar e da justiça, ao invés de em uma sociedade de carências e conflitos.

É o jeito de ser de todos os que querem lutar para não ter de padecer o peso de uma sociedade fraturada, na qual não se vive, mas se sobrevive diariamente, buscando o mínimo para poder subsistir.

Fonte Aleteia

Notícia - A coroa do Advento.

Informações e curiosidades sobre a famosa coroa do Advento, que nos ajuda a preparar-nos para o Natal.
O que é a coroa do Advento?

É uma coroa de ramos verdes na qual são colocadas 4 velas, geralmente roxas. É costume colocá-la em uma mesinha ou sobre um tronco de árvore, ou até pendurada no teto com uma fita bonita. Em princípio, não se coloca em cima do altar, mas junto ao ambão ou em outro lugar adequado da igreja, como, por exemplo, junto a uma imagem ou ícone de Nossa Senhora. A coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal.

Como surgiu a coroa do Advento?
É um costume originário dos países germânicos e estendida à América do Norte, já convertida em um símbolo do Advento nos lares cristãos, nas paróquias e comunidades.

Durante o frio e a escuridão do final do outono, os povos germânicos pré-cristãos coletavam coroas de ramos verdes e acendiam fogo como sinal de esperança na vinda do sol nascente e da primavera.

Este é um exemplo da cristianização da cultura, na qual um elemento antigo assume um novo e pleno sentido: a coroa do Advento encontra uma esplêndida referência em Jesus Cristo, luz do mundo, vencedor da escuridão e das trevas.

Como é composta a coroa do Advento?
Ela é composta por uma coroa circular, ramos ou folhagem verde, quatro velas e algum enfeite sobre elas, como maçãs vermelhas, e uma fita vermelha.

A coroa circular: o círculo não tem começo nem fim, lembrando a unidade e eternidade do Senhor Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre. É sinal do amor de Deus, que é eterno, sem princípio nem fim. Também é um convite para que nosso amor a Deus e ao próximo nunca acabe.

Folhagem verde: os ramos verdes podem ser ramos de pinheiro ou semelhantes. Representam Jesus eternamente vivo e presente entre nós.

Enfeites: Em geral, são maças vermelhas e uma fita vermelha. As maçãs representam as frutas do jardim do Éden, com Adão e Eva. Falam, pois, do pecado e da expulsão do paraíso, bem como do anseio permanente do ser humano de voltar a ele. Mas a fita vermelha significa o amor de Deus que nos envolve, e também nossa resposta de amor ao Senhor.

As quatro velas: representam os 4 domingos que compõem este tempo de vigilante espera. Fazem-nos pensar na escuridão provocada pelo pecado que cega o homem e o afasta de Deus. Assim, com cada vela que acendemos, a humanidade se ilumina e continua iluminando com a chegada de Jesus Cristo ao nosso mundo.

Por que cada semana acendem uma vela na coroa?
Como expressão de espera alegre, cada semana se realiza o rito de acender as velas da coroa, uma a cada domingo do Advento, até que todas fiquem acesas no final.

O acendimento progressivo desses círios nos faz tomar consciência da passagem do tempo no qual esperamos a última e definitiva vinda do Senhor. Esse itinerário, acompanhado de alguma oração ou canto, marcará os passos que nos aproximam da festa do Natal, e nos ajudará a ter mais presente o período em que nos encontramos.

Qual é o significado global da coroa do Advento?
Este simples enfeite de Natal é ao mesmo tempo memória, símbolo e profecia:

É memória das diversas etapas da história da salvação antes de Cristo.

É símbolo da luz profética que ia iluminando a noite da espera, até o amanhecer do Sol de justiça.

É profecia de Cristo, luz do mundo que voltará para iluminar definitivamente o mundo e todos aqueles que esperam com suas lâmpadas acesas.

(Artigo publicado originalmente pela Revista Ecclesia)

domingo, 30 de novembro de 2014

Notícia - Deixe que Jesus responda aos seus porquês.

Orações para os momentos em que você não entende nada.
Um dos desafios do amor é encontrar as respostas aos nossos porquês dentro de nós mesmos, em diálogo com Jesus.

Muitas vezes, ao falar com as pessoas no locutório, somos bombardeadas com os porquês: por que aconteceu isso? Por que minha família passa por isso? Por que não entendo nada no meu trabalho? Por que estou passando por esta situação?

As pessoas nos perguntam essas coisas esperando encontrar a resposta que não recebem de Deus, pois Ele parece surdo diante de tantos porquês.

Segundo escuto e oro por essa pessoa, penso que toda situação incompreensível é a oportunidade que o Senhor nos dá para aprender a confiar nele. Confiar é deixar cada coisa nas mãos de Jesus e saber que Ele está cuidando disso.

Diante da irracionalidade das situações que todos nós vivemos, costumo fazer um ato de fé e de amor, e digo a Jesus:

“Senhor, não entendo nada, mas acredito que isso que me acontece está nas tuas mãos. Tu sabes por que é assim. Eu só te peço que me dês teu amor, para me preencher de ti e continuar amando em todo momento.”

Quem entrou no beco sem saída de tentar entender tudo o que acontece em sua vida, que dê marcha à ré e escolha o caminho do abandono e da confiança.

Esse caminho implica em dizer a Jesus: “Assim como estou e assim como estão todas as coisas, eu me abandono em tuas mãos e descanso em ti”.

O desafio do amor é deixar de tentar entender em sua cabeça. Busque as respostas em seu coração, em seu diálogo com Jesus.

Ele vai lhe falar por meio do seu Espírito Santo em sua própria história, dando-lhe uma paz que inundará seu coração e o motivará a continuar caminhando junto ao Senhor.

Viva para Jesus!

Fonte Aleteia

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Notícia - A insanidade do aborto: matar um recém-nascido é assassinato, mas matar um feto pronto para nascer é "direito de escolha".

Para a lei, um feto só é "humano" quando é desejado pela mãe. Essa arbitrariedade faz algum sentido?
Chaliette Stalling, uma mulher do Estado norte-americano do Michigan, foi recentemente condenada pelo assassinato do seu próprio bebê, que tinha duas semanas de vida. Os promotores consideraram Chaliette Stalling culpada por bater a cabeça do bebê com força, o que causou à pequena vítima os traumas mortais que foram confirmados pela autópsia.

Acontece que, pela lei vigente nos Estados Unidos, essa mesma condenação por assassinato de um bebê poderia ter sido evitada caso a mãe tivesse escolhido fazer um aborto poucas semanas antes! A mesma ação, ou seja, o gesto de matar o próprio filho, teria sido considerada, neste caso, perfeitamente legal.

Essa coexistência de leis contraditórias gera em muitos países, do Ocidente e do Oriente, uma forma de esquizofrenia legal que é ao mesmo tempo trágica e bizarra. Esse duplo padrão, tão flagrante, confunde o pensamento lógico. Se uma criança não nascida já é uma pessoa humana desde antes de nascer, então as leis contrárias ao aborto são justas. Mas se o feto não é uma pessoa humana, então as leis que tratam do homicídio culposo de uma criança no ventre materno são injustas. É absolutamente absurdo!

Há outro elemento irracional que também entra em cena neste debate: a afirmação de que a única coisa que importa, no caso doaborto, é a vontade da mãe. Se a mãe quer a criança, então o feto é uma pessoa. Neste caso, qualquer um que machucar de alguma forma essa criança terá de enfrentar toda a dureza da lei. Mas se a mãe não quer o filho, então o feto não é uma pessoa! Ele pode ser dilacerado com total impunidade legal, sem quaisquer objeções. Atenção: a criança é exatamente a mesma em ambos os casos! A única variável que muda é o afeto da mãe! Será mesmo que podemos engolir que esse afeto ou a falta dele é o único elemento que define se a criança é um ser humano ou não é?

Em abril de 2004, foi aprovada nos Estados Unidos uma lei que tornou crime o ato de causar quaisquer danos a um embrião ou feto em qualquer fase da gravidez. Os embriões e os fetos, neste contexto, são chamados de "crianças"; quem os matar intencionalmente será culpado de assassinato de um ser humano. Agora, se o embrião ou feto for assassinado durante um aborto realizado com o consentimento da mulher grávida, então a pessoa autorizada a agir em nome dessa mulher grávida fica isenta de qualquer proibição de assassinato da criança!

Do jeito que a lei é hoje em boa parte dos países, se uma mulhergrávida estiver se dirigindo a uma clínica de aborto para assassinar legalmente o seu filho e for assaltada na rua, perdendo assim o filho ainda não nascido, o agressor será culpado pelo homicídio de uma vítima ainda não nascida! Aconteceu nos Estados Unidos um caso célebre: Scott Peterson foi condenado e sentenciado à pena capital por ter matado a esposa grávida e o filho ainda não nascido. A lei deixou bem claro que os pais não têm o direito de matar seus filhos nascituros. No entanto, a lei também garante que a mãe, nos mesmos Estados Unidos, tem o direito legal de matar o seu filho nascituro até o momento do parto. É ou não é uma arbitrariedade completamente ilógica? É ou não é uma insanidade legal?

É trágica e absurda a linha que inventamos para tentar separar oassassinato de crianças nascidas e o assassinato de crianças que ainda não nasceram. O que Chaliette Stalling fez é trágico. É um assassinato, certamente.

Mas como é que podemos aprovar e apoiar uma lei que afirma que a mesma Chaliette Stalling poderia ter cometido exatamente o mesmo assassinato com duas semanas e algumas horas de antecedência sem que esse assassinato fosse considerado assassinato?

Eu duvido que haja uma explicação sensata.

Fonte Aleteia

Noticia - Deus sabe recompensar quem o ama.

Roubaram o dinheiro que a idosa havia guardado para ir a Roma ver o Papa, mas ele ficou sabendo e lhe telefonou para consolá-la.
Maria Teresa Celina Fernández tem 80 anos. Como muitos idosos argentinos, seu sonho era viajar para Roma, para ver o Papa Francisco. “Meu último sonho é ir para Roma e conhecer o Papa”, contava ela, ainda incrédula pela nacionalidade do Pontífice.

Mas o pagamento do resgate de um sequestro virtual acabou com todas as economias de Maria Teresa, que foi mais uma vítima do golpe. Quando ficou sabendo disso, o Papa Francisco ligou para ela.

O sequestro aconteceu no dia 5 de agosto. Maria Teresa recebeu uma ligação em sua casa de Palermo (Buenos Aires), às três da madrugada. Uma delinquente, aos prantos, fingiu ser sua filha e lhe pediu que jogasse, da janela do seu apartamento, situado na frente da histórica Igreja de Guadalupe, o valor do resgate.

A idosa obedeceu, mas sua filha não tinha sido sequestrada. O golpe do sequestro virtual fez mais uma vítima e acabou com o dinheiro que Maria Teresa havia juntado para a tão desejada viagem.

Em 19 de novembro, dia do seu aniversário, Maria Teresa recebeu outra ligação. Mas dessa vez era o Papa Francisco. “Calcutá”, como é conhecida, não estava em casa; estava dando aula de inglês a jovens pobres.

Quem atendeu o telefonema foi sua filha Gabriela, quem havia feito a solicitação ao Papa. Ela entrou em contato com o Pontífice mediante a fundação La Alameda, organização que luta contra o tráfico de pessoas e contra diversos tipos de abuso.

Gabriela conta: “Atendi o telefone e perguntaram por Maria Teresa. Minha mãe estava dando aula. Mas a voz era inconfundível. Então, eu perguntei: ‘É o Papa Francisco?’. Ele me disse: ‘Sim, sou eu’. Mas uma coisa é contar isso, e outra é atender essa ligação! Eu já havia falado com Bergoglio, mas isso não é tão racional quando se fala com o Papa”.

E continua: “Foi muito forte, eu não sabia o que fazer. Tentei explicar e lhe pedi desculpas pela ausência da minha mãe. Mas ele me disse que era ele quem tinha de pedir desculpas, por ter ligado na hora errada.” O Papa acrescentou: “Não se preocupe, amanhã eu ligo novamente”.

No dia seguinte, o Papa voltou a telefonar e dessa vez conversou com “Calcutá”. A idosa não conseguia conter as lágrimas. Conversaram sobre a insegurança. E Maria Teresa lhe pediu orações pelo seu país.

Maria Teresa, segundo contou sua filha na carta enviada ao Papa Francisco, é “uma pessoa excepcional, que fez dos Dez Mandamentos uma regra de vida, que ela viveu e vive para dar e servir sem esperar nada, a ponto de deixar de comer para que nós, seus filhos, o fizéssemos, já que ela nos criou e educou sozinha”.

Estas histórias de desgraças costumam chamar nossa atenção quando prejudicam aqueles que estão, paradoxalmente, mais cheios da graça divina. A Providência e o esforço da sua filha fizeram que Maria Teresa, vítima de um crime vil, de alguém que não levantou uma arma, mas apunhalou seu sonho, pudesse receber consolo em uma conversa que nem sequer em Roma teria tido.

Fonte Aleteia

Notícia - O que não sai na televisão ou na internet não existe?

Quando alguém vive muito preso aos telejornais, acaba perdendo a perspectiva: o amor não é notícia, mas é semente de eternidade.
Queremos mudar o mundo. Despertar a vida adormecida. O mundo é mais que a dor que vemos. O mundo também está cheio de luz, de esperança, de alegria.

Às vezes, podemos ter um olhar muito reduzido e negativo sobre a realidade Quando alguém vive preso aos telejornais, perde a perspectiva. Só se contam algumas notícias e, em geral, todas ruins.

Mas já muitas notícias boas que não são contadas. O reino de Deus já está presente no ser humano, nesse coração às vezes ferido. São sementes de eternidade que crescem lentamente.

Quando um coração se entrega, Deus está agindo, abrindo, alicerçando. Na gratuidade, no serviço que não espera nada em troca, nos sorrisos que são janelas abertas ao céu, nos abraços que são os abraços de Deus.

Sim, Deus está escondido aí, mostrando seu amor, sua misericórdia infinita. Oculto no meio da vida. Oculto e presente, acolhendo e velando. O amor não é notícia. O mundo tem muito mais beleza do que vemos nos jornais.

Normalmente, a beleza tampouco é notícia. Mas deveria ser. A cotidianidade não é notícia. Os atos de todos os dias, o que tantas pessoas fazem silenciosamente. O que cada pessoa semeia quando ama. A semente dos que permanecem fiéis ao seu caminho.

A fidelidade não é notícia. Mas a infidelidade sim, as quedas. Mas quem permanece firme como uma árvore na vida dos outros não é notícia. É notícia a doença, mas não a maneira como ela é vivida.

Não é notícia que alguém viva santamente e com dignidade a dor. Notícia é uma morte trágica, um assassinato, um atentado.

Não é notícia a morte silenciosa de um doente, a morte entregue nas mãos do Pai. Notícia é o ódio, a violência. Mas não a paz daquele que semeia esperança com a sua vida, que constrói pontos, que aprofunda nos vínculos.

É o reino de Deus oculto que não sai à luz pública. Eu gostaria de mostrá-lo, rasgar esse véu do esquecimento. Às vezes, gostaríamos que esse reino brilhasse como os fogos artificiais, para mostrar o Deus escondido nas pessoas.

Mas não é assim. Jesus viveu dessa maneira: oculto. Sua vida, durante trinta anos, não foi notícia. Nazaré era um povoado esquecido. Quem imaginaria que, nesse pequeno lugar, Deus transformaria a história?

Fonte Aleteia

Notícia - Diálogo entre um prisioneiro e o Papa.

As palavras do Papa Francisco em favor do despertar da fé nos detentos condenados a prisão perpétua.
Carmelo Musumeci é um “homem sombra” (assim chamam, entre os presos, as pessoas condenadas a prisão perpétua), detento na prisão de Pádua, condenado à “morte viva”. Mantenho com ele uma troca de cartas e quero compartilhar com vocês uma coisa muito linda que me ele escreveu - Padre Fabio Bartoli.
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Sou um “Sem Deus”. Há tantos anos fui arrancado do colo de Deus. Há muito tempo O mandei embora de mim mesmo e Ele se foi. Você, Papa Francisco, O está fazendo voltar.

Tocaram-me algumas frases do Papa Francisco no seu discurso na Associação Internacional de Direito Penal, dia 23 de outubro de 2014, e decidi escrever algumas das minhas considerações.

Papa Francisco: Vivemos em tempos nos quais, tanto por alguns setores da política, como por parte de alguns meios de comunicação, incita-se à violência e à vingança, pública e privada. 
Um homem sombra: Penso que não conheço profundamente o amor de Deus, mas conheço bem o ódio dos homens que me mantêm prisioneiro como um animal na jaula. 

Papa Francisco: Populismo penal, neste contexto, nos últimos dez anos se difundiu a convicção de que através da pena pública se possa resolver os problemas sociais mais diferentes, como se para as mais diversas doenças fosse recomendado o mesmo medicamento. 
Um homem sombra: Os prisioneiros, assim como eu, são fábricas de ódio e é difícil melhorar as pessoas com a violência e o sofrimento. A prisão, neste modo, nos transforma em monstros porque aqui não existe o amor. Se somos homens não podemos estar sozinhos anos e anos fechados em uma cela, devemos estar junto a outros homens melhores que nós.

Papa Francisco: Muitos juízes e operadores do sistema penal devem desenvolver o trabalho deles sob a pressão dos meios de comunicação de massa, de alguns políticos sem escrúpulos e das rígidas ameaças que se encontram na sociedade. 
Um homem sombra: Sou fortemente convencido de que perdoar é mais fácil do que ser perdoado. O perdão nos faz amar o mundo, a ameaça nos faz odiar. O perdão é a melhor ameaça que uma sociedade pode dar, porque incrivelmente tira o sentido de culpa para o mal feito. Muitos não sabem amar porque não são amados, outros têm o amor no coração e não sabem. Uma pessoa que infringiu a lei de Deus e dos homens para ser recuperada, não deveria precisar de barras de ferro, mas de ser amada como uma pessoa livre. Uma pessoa, para parar de ser desonesta, precisa aprender a amar tudo e todos, porque quem ama, antes de tudo, faz o bem a si mesmo, porque somente o amor nos faz felizes.

Papa Francisco: Todos os cristãos e os homens de boa vontade são, portanto, chamados a lutar não somente pela abolição da pena de morte legal, ou ilegal, e em todas as suas formas, mas pela dignidade humana das pessoas privadas da liberdade. E isto, eu conecto com a sentença de prisão perpétua. No Vaticano, há pouco tempo, no Código penal do Vaticano, não existia mais a prisão perpétua. Ela é uma pena de morte escondida.
Um homem sombra: A prisão perpétua é uma pena de morte em gotas. É errado dizer que se assemelha à pena de morte, porque é muito pior. Na pena de morte se sofre morto, enquanto que na prisão perpétua se sofre vivo. Com a pena de morte termina a punição e a vida. Com a prisão perpétua inicia uma agonia que durará por toda a vida. Os prisioneiros perpétuos vivem destacados e alienados de todos os outros prisioneiros, no nosso mundo de solidão e sombra. Para nós, morrer é a coisa mais fácil e viver, a mais difícil. Sonho frequentemente em ver um fim na pena para ter um calendário na cela e marcar os dias, meses, anos que passam.

Papa Francisco: A forma de tortura é, às vezes, aquela que se aplica mediante a reclusão em prisão de segurança máxima. Como demonstram os estudos realizados por diversos organismos de defesa dos direitos humanos, a falta de estímulos sensoriais, a completa impossibilidade de comunicação e a falta de contato com outros seres humanos provocam sofrimentos psíquicos como a paranóia, a ansiedade, a depressão e a perda de peso e aumentam sensivelmente a tendência ao suicídio. (…) As torturas não são administradas somente como meio para obter um determinado fim, como a confissão, ou a denúncia - práticas características da doutrina da segurança nacional - mas constituem um autêntico plusde dor que se adiciona aos males próprios da detenção.
Um homem sombra: Muitas vezes estou cansado de fazer bater o meu coração entre quatro paredes, prisioneiro no fundo do abismo, ferido por homens de corações sujos e de ficha penal limpa. Cansado de estar fechado e só, sem esperança, seguindo sonhos, sonhando acordado. Cansado de ser somente uma sombra que vive no escuro e espera a morte, mas continua procurando a vida e a luz. Cansado de existir, de escutar os meus lamentos que me penetram, me dilaceram, me destroem. 

Papa Francisco: Muitas das tais formas de criminalidade nunca poderiam ser cometidas sem a cumplicidade, ativa ou omissa, das autoridades públicas.
Um homem sombra: A grande criminalidade organizada, financeira e política não poderia existir sem a cumplicidade de uma parte dos poderes fortes. 

Papa Francisco, a Comunidade Papa João XXIII, me colocou na lista do grupo de pessoas que no dia 20 de dezembro de 2014, na Cidade do Vaticano, encontrará com o senhor para o início da causa de beatificação do Padre Oreste Benzi (que conheci pessoalmente na prisão de Spoleto). Não creio que me deixarão ir saudar o senhor e não acredito nem mesmo num milagre, mas espero. No entanto lhe envio um abraço entre as barras de ferro. 

Carmelo Musumeci, Prisão de Pádua, novembro de 2014
Fonte Aleteia

sábado, 22 de novembro de 2014

"Domingo sem MISSA, semana sem GRAÇA!"

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"Domingo sem MISSA,
semana sem GRAÇA!"
Pe. Sigmundo Tarnowski, SDB

Matéria - 09/11/2014 – Primeira Eucaristia na Santa Paulina.

Para visualizar o álbum completo, clique na imagem acima.
Na manhã do dia 09 de novembro, especificamente às 10h, a comunidade Santa Paulina foi agraciada com a celebração da Primeira Eucaristia de nove catequizandos seus, que receberam a Jesus Cristo pela primeira vez. A emoção era visível no olhar das crianças, dos catequistas, dos pais e padrinhos. A Celebração foi presidida pelo pároco P. Leo Kieling, que os recebeu neste dia especial com carinho e atenção, e em sua homilia reforçou o propósito que acabaram de proferir, que é ser IGREJA. Compromisso assumido livremente e perante a comunidade. Estes catequizandos estarão ingressando em 2015 em uma nova turma, agora para receber o sacramento do Crisma, numa preparação de 2 anos.


Matéria: Neumara Aparecida Caillot dos Santos
Correção: Maria Cristina Piotrovski

22/11 Dia de Santa Cecilia - Padroeira dos Músicos

Hoje celebramos a santidade da virgem que foi exaltada como exemplo perfeitíssimo de mulher cristã, pois em tudo glorificou a Jesus. Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto que uma basílica foi construída em sua honra no século V. Embora se trate da mesma pessoa, na prática fala-se de duas santas Cecílias: a da história e a da lenda. A Cecília histórica é uma senhora romana que deu uma casa e um terreno aos cristãos dos primeiros séculos. A casa transformou-se em igreja, que se chamou mais tarde Santa Cecília no Trastévere; o terreno tornou-se cemitério de São Calisto, onde foi enterrada a doadora, perto da cripta fúnebre dos Papas. 

No século VI, quando os peregrinos começaram a perguntar quem era essa Cecília cujo túmulo e cuja inscrição se encontravam em tão honrosa companhia, para satisfazer a curiosidade deles, foi então publicada uma Paixão, que deu origem à Cecília lendária; esta foi sem demora colocada na categoria das mártires mais ilustres. Segundo o relato da suaPaixão Cecília fora uma bela cristã da mais alta nobreza romana que, segundo o costume, foi prometida pelos pais em casamento a um nobre jovem chamado Valeriano. Aconteceu que, no dia das núpcias, a jovem noiva, em meio aos hinos de pureza que cantava no íntimo do coração, partilhou com o marido o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um anjo guardava sua decisão.

Valeriano, que até então era pagão, a respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o anjo. Desse desafio ela conseguiu a conversão do esposo que foi apresentado ao Papa Urbano, sendo então preparado e batizado, juntamente com um irmão de sangue de nome Tibúrcio. Depois de batizado, o jovem, agora cristão, contemplou o anjo, que possuía duas coroas (símbolo do martírio) nas mãos. Esse ser celeste colocou uma coroa sobre a cabeça de Cecília e outra sobre a de Valeriano, o que significava um sinal, pois primeiro morreu Valeriano e seu irmão por causa da fé abraçada e logo depois Santa Cecília sofreu o martírio, após ter sido presa ao sepultar Valeriano e Tibúrcio na sua vila da Via Ápia. 

Colocada diante da alternativa de fazer sacrifícios aos deuses ou morrer, escolheu a morte. Ao prefeito Almáquio, que tinha sobre ela direito de vida ou de morte, ela respondeu:"É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida". Almáquio condenou-a a morrer asfixiada; como ela sobreviveu a esse suplício, mandou que lhe decapitassem a cabeça. 

Nas Atas de Santa Cecília lê-se esta frase: "Enquanto ressoavam os concertos profanos das suas núpcias, Cecília cantava no seu coração um hino de amor a Jesus, seu verdadeiro Esposo". Essas palavras, lidas um tanto por alto, fizeram acreditar no talento musical de Santa Cecília e valeram-lhe o ser padroeira dos músicos. Hoje essa grande mártir e padroeira dos músicos canta louvores ao Senhor no céu.
Santa Cecília, rogai por nós!

A PARÓQUIA NOSSA SENHORA AUXILIADORA ROGA A SANTA CECÍLIA POR TODOS OS MÚSICOS QUE VOLUNTARIAMENTE DÃO UM BRILHO TODO ESPECIAL EM NOSSAS CELEBRAÇÕES.



Abaixo algumas fotos de alguns músicos que ja exerceram este ministério em nossa paróquia, e/ou que ainda exercem.

















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